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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Uma analogia


Homem: Olá, eu gostaria de registrar um assalto.
Policial: Um assalto? E onde é que você foi assaltado?
Homem: Eu estava andando pela Avenida Afonso Pena, próximo do cruzamento com a Avenida Brasil, e um homem sacou uma arma e disse: “Me dá o seu dinheiro!
Policial: E você deu?
Homem: Sim, eu dei.
Policial: Então você deu ao homem o seu dinheiro, sem resistir, sem gritar por ajuda ou tentar escapar?
Homem: Bom, sim, mas eu estava apavorado! Pensei que ele fosse me matar!
Policial: Hummm, sei. Mas você disse que não resistiu. Tomei conhecimento também de que você é um filantropo bem conhecido.
Homem: Eu costumo doar dinheiro para caridade, sim.
Policial: Então você gosta de dar dinheiro para os outros. Você faz disto um hábito.
Homem: O que isso tem a ver com o assalto?
Policial: Vejamos. Você estava andando pela Avenida Afonso Pena, todo arrumado de terno, quando todos sabem que você é um notório filantropo, que costuma doar dinheiro. E então você não reagiu. Para mim parece que você deu dinheiro a alguém, mas agora depois do ato está arrependido. Diga, você realmente quer arruinar a vida do cara só porque você mudou de idéia?
Homem: Isso é ridículo!
Policial: Esta é uma analogia com o estupro. Isto é o que as mulheres enfrentam todos os dias quando tentam levar seus estupradores à Justiça.
Homem: Que merda de patriarcado!
Policial: Exatamente!
[via Feminist Philosophers, tradução adaptada do original do Albener]

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