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sábado, 15 de outubro de 2011

Ser policial é...


Ser policial é... 

Tempos atrás, recebi um e-mail sobre o que é ser policia e hoje transcrevo-o aqui por achar mais do que pertinente cada frase dele.

Muito bem, Senhor Cidadão, eu creio que o senhor já me rotulou. Acredito que me enquadro perfeitamente na categoria em que o senhor me colocou. Eu sou estereotipado, padronizado, marcado, corporativista e sempre bitolado. Infelizmente, a recíproca é verdadeira. Eu não vou, porém, rotulá-lo. Mas, desde que nascem, seus filhos ouvem que eu sou o bicho papão, e depois o senhor fica chocado quando eles se identificam com meu inimigo tradicional…. O criminoso!

O senhor me acusa de contemporizar com os criminosos, até que eu apanhe um de seus filhos em alguma falta.

O senhor é capaz de gastar uma hora para almoçar e interrompe o serviço para tomar muitos cafés por dia, mas me considera um vagabundo se paro para tomar uma xícara.


O senhor se orgulha de seu refinamento, mas nem pisca quando interrompe minhas refeições com seus problemas.

O senhor fica fulo quando alguém o fecha no trânsito, mas se eu o pegar fazendo à mesma coisa, estarei lhe perseguindo.

O senhor conhece todo o Código de Trânsito, mas nunca porta os documentos obrigatórios.

O senhor acha que é um abuso se me vê dirigindo em alta velocidade para atender uma ocorrência, mas sobe pelas paredes se eu demoro dez segundos para atender um chamado seu.

O senhor acha que é parte do meu trabalho se alguém me fere, mas diz que é truculência da Polícia se eu devolvo uma agressão.

O senhor nem cogita em dizer ao seu dentista como arrancar um dente, ou ao seu médico como extirpar seu apêndice, mas está sempre me ensinando como aplicar a lei.

O senhor quer que eu o livre dos que metem o nariz na sua vida, mas não quer que ninguém saiba disso.

O senhor brada: É preciso fazer algo para combater o crime, mas fica furioso se é envolvido no processo.

O senhor não vê utilidade para minha profissão, mas certamente ela se tornará valiosa se eu trocar um pneu furado de sua esposa, ou conduzir seu menino no banco de trás do carro patrulha, ou, talvez, salve a vida de seu filho com uma respiração boca-a-boca, ou trabalhe muitas horas extras procurando por sua filha que sumiu.

Assim, Senhor Cidadão, o senhor pode levantar e sair, dizer impropérios e se enfurecer pela maneira pela qual executo meu trabalho, dizendo todos os nomes feios possíveis. Mas nunca se esqueça que sua propriedade, sua família e até sua vida depende de mim e de meus colegas. Sim, Senhor Cidadão, eu sou um Policial!



Diz a lenda que o autor deste artigo, o soldado Mitchel Brown, da Polícia Estadual de Virgínia (EUA), morreu em serviço dois meses depois de escrevê-lo.

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