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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A criatividade da Polícia Federal

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Trinca Ferro, Paralelo 251, Oceanos Gêmeos, Abertura e Amigos da Onça poderiam muito bem ser nomes de filmes, peças de teatro ou programas de TV, mas são apenas algumas das quase 1500 operações da Polícia Federal realizadas e catalogadas desde 2003.
Apesar da criatividade hilária das alcunhas das operações, a Polícia Federal não conta com um especialista em dar nomes bem sacados. “As 27 superintendências regionais e nas mais de 100 delegacias descentralizadas da PF tem autonomia para escolher o nome que quiser para a operação”, explicou a assessoria de comunicação do órgão.
Um Policial Federal contou, com exclusividade para ALFA, como aconteceu o processo de criação do nome de uma operação que investigava um esquema de venda clandestina de medicamentos controlados na Zona da Mata mineira. “O principal investigado era um homem que mancava, por isso escolhemos o nome de Barroco para a operação, porque remetia ao Aleijadinho”, explicou o policial, que preferiu não se identificar, em referência a Antônio Francisco Lisboa, famoso escultor brasileiro do período colonial que ficou deformado por uma doença degenerativa nunca foi diagnosticada.
A criatividade dos nomes é uma forma da Polícia Federal “compartimentar” – como afirmou a nossa fonte – a operação para que apenas os agentes envolvidos possam saber exatamente do que se trata. “É uma prática usada largamente por polícias do mundo inteiro. Com os nomes cifrados, apenas quem participa da investigação sabe do que se trata”, disse.
Apesar de a PF ter só catalogado os nomes das operações a partir de 2003, o procedimento de utilizar nomes curiosos é feito há mais tempo, segundo a assessoria de comunicação da corporação.
Veja o nome de algumas operações já realizadas:
  •     Good Vibes – tráfico de drogas sintéticas.
  •     Narciso – sonegação da Daslu.
  •     Pisca-Alerta – policiais rodoviários corruptos na Rio-Santos.
  •     Highlander – desmantelar uma quadrilha que atuava há 30 anos no INSS em Niterói, no Rio
  •     Pintando o Sette – contra a pedofilia na internet
  •     Hidra de Lerna – assim como o mítico animal, uma quadrilha que atuava na Previdência Social tinha 4 cabeças (na verdade, a Hidra contava com 9 cabeças)
  •     Teimosia – contra a extração irregular de pedra-sabão em Minas Gerais.
  •     Van Gogh – para desarticular quadrilha que fraudava a Previdência usando auxilio doença por transtornos mentais.
  •     Senhor dos Anéis – tráfico de animais silvestres (os traficantes colocavam anéis de identificação).
  •     Pluto – operação em alusão à obra do filósofo Aristófanes, que descreve negociantes desonestos e governantes que agem em causa própria. Investigou um esquema de saques fraudulentos na Caixa Econômica Federal.
  •     Reset – contra uma quadrilha que atuava na exploração de máquinas caça-níquel. fonte

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