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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Policial militar é afastado do cargo por agredir "estudante" dentro da USP

O policial que sacou uma arma e ameaçou um estudante no campus da USP, na Zona Oeste de São Paulo, nesta segunda-feira (9), foi afastado da corporação pela cúpula da PM.  A confusão foi gravada por estudantes e o vídeo acabou na internet.



 PARTE 1

PARTE 2
 
Segundo o coronel Wellington Venezian, comandante do policiamento na Zona Oeste da capital, um outro soldado que estava lá também foi afastado. As imagens mostram o momento em que alunos, guardas universitários e o policial conversam próximo ao prédio que pertenceu ao DCE e que foi desocupado na quinta (5). O PM pergunta a um dos jovens se ele é aluno. O homem diz que é, mas o policial insiste e pede para que mostre a carteirinha da universidade. “Tenho minha palavra”, respondeu o rapaz.
O jovem é puxado com força pelo PM, que saca a arma e a coloca de volta no coldre. Os guardas e os alunos pedem calma e o jovem é levado para a frente do edifício. Lá, recebe mais alguns empurrões e um tapa.
Em entrevista coletiva realizada no fim desta tarde no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, no Centro de São Paulo, o coronel classificou o fato como grave. Ele disse que a polícia não concorda com a atitude de “força e violência”.
A PM também determinou a abertura de uma sindicância para investigar o incidente. A sindicância dura 40 dias e pode acarretar desde uma repreensão até a expulsão dos policiais da corporação. Os estudantes envolvidos devem ser convidados a falar.
O coronel afirmou que o policial vai passar por um acompanhamento psicológico e que ele não tinha histórico de abuso de autoridade. Ele atua na USP desde que o convênio entre a universidade e a PM foi firmado. A corporação classificou a atitude como desequilíbrio emocional.
“Conversei com o sargento e ele disse que foi desobedecido. Ele reconheceu que ficou muito nervoso e perdeu o controle emocional.” Os estudantes envolvidos devem ser convidados a falar na sindicância.
Em outro vídeo divulgado pelos estudantes, o policial envolvido diz que não fez “nada de errado”. “Que agredi, o quê”, respondeu ao ser indagado por um aluno. “Você está me provocando? Vai fazer denúncia. Vai fazer denúncia”, afirmou. Uma jovem quis ver o nome e a patente do policial, mas ele retirou a identificação da lapela. “Por que você quer ver meu nome? Não quero mostrar o meu nome.”
No segundo vídeo, o jovem agredido também dá sua versão. “Eu estava ali, argumentando com o senhor tenente André e ele pediu para eu mostrar a carteirinha. Eu disse que não ia mostrar e quando eu mostrei a carteirinha, ele me soltou.” Em seguida, ele mostra dois documentos que comprovam que estuda mesmo na USP.
Segundo Diana Assunção, diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), o jovem é estudante da USP-Leste. “Toda a mobilização contra a presença da PM na USP no ano passado se expressou hoje com um policial sacando uma arma. Talvez ele não tenha matado porque não estava na favela.”
Para ela, o policial foi racista, pois o jovem abordado é negro. “Foi um ato de racismo. Começou a ser truculento com o rapaz achando que ele não era um aluno. Mesmo que não fosse, não poderia ocorrer dessa forma."
O policial nega que tenha sido preconceituoso na abordagem “O que você sabe de racista? O que você está falando de racista? Ele me desacatou”, disse a um aluno que questionava a maneira como o PM agiu.

Confusão
O prédio onde o desentendimento aconteceu é tido pelos estudantes como um dos últimos espaços de convivência e de lazer na Cidade Universitária. Na sexta, um princípio de confusão envolvendo alunos e guardas da universidade ocorreu quando funcionários foram fechar as entradas do edifício. A PM chegou a ser acionada.
Na ocasião, o estudante de Letras Rafael Alves, de 29 anos, reclamou do fato de diversos objetos terem sido retirados de lá. “Levaram duas geladeiras, um freezer, discos de vinil, vitrola, carrinho de cachorro quente para a Prefeitura do campus. Disseram que a gente poderá retirar tudo na segunda. Quero ver se eles vão devolver.”
Estudantes dizem que ao menos dez alunos foram agredidos com socos e chutes pelos guardas universitários. Segundo a PM, porém, ninguém ficou ferido nem foi preso durante a confusão de sexta.Questionada, a assessoria da USP disse não ter conhecimento de confusão nem de agressão.

Ocupações
A relação entre os estudantes da USP e a PM é conflituosa desde o fim de outubro, quando três estudantes foram detidos após serem abordados com porções de maconha. Os alunos chegaram a entrar em confronto com os policiais.
Em protesto contra a ação da PM, que os alunos consideram truculenta, um grupo invadiu o prédio da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Depois, em assembleia, decidiram ocupar a reitoria.
No início de novembro, após os alunos não acatarem decisão judicial para a saída do edifício, policiais da Tropa de Choque entraram e prenderam 70 pessoas. Eles foram indiciados por danos ao patrimônio público e desobediência à ordem de Justiça. Em protesto contra as prisões, estudantes de toda a universidade decidiram entrar em greve.

FONTE: G1

Um comentário:

  1. Brasil um país de Palhaços! É desta forma que chegamos a esta conclusão após este episódio. O Brasil possui uma legislação que logo de cara protege os interesses da bandidagem, pois é este o princípio do Direito Penal Brasileiro, em que havendo dúvidas, o réu é inoscente. O SGT PM em nenhum momento foi racista e ele fez nada mais do que o certo, percebendo ter sido tratado com desrespeito pelo indivíduo que se intitulava como sendo estudante ( a sua aparência parecendo mais com a de um marginal e maconheiro), agiu com energia, que é muito diferente de racismo. Por Que os estudantes da USP não querem a presença da Polícia Militar naquela instituição? São Paulo é um Estado em que a criminalidade não brinca em "serviço" mata mesmo!!! Mas que estranhesa... um estado citiado pelo crime e os alunos rejeitam a segurança de uma das melhores polícias militares que temos neste país???!!!! Claro a presença Policial naqule local incomoda aqueles que querem fazer o que uma boa gama de alunos da USP fazem: FUMAR MACONHA E USAR DROGAS! Por isso os alunos maconheiros não querem a apresença da PM paulista naquela universidade!!! Sabemos que nem todos partilham desta opinião, pois são estudantes e pessoas de bem que vão para a universidade buscar conhecimento e não para fazer Revolução!!!! Muitos alunos pensam que fumando maconha, quebrando a Universidade, Ocupando e causando Danos ao Patrimônio Público, além de interferir no funicionamento da Universidade estão fazendo Revolução! Para quem não Sabe Revolução se faz com conhecimento e a mudança de conceits através da ciência!!!!! É VERGONHOSA A AITUDE DO COMANDO DA PM PAULISTA SE ACOVARDAR PORQUE UM POLICIAL MILITAR AGIU COM ENERGIA CONTRA UM MACONHEIRO, AFASTÁ-LO DO SEU SERVIÇO! Vivemos em um País onde a Inversão de Valores paira com uma falsa sensação de Justiça. O Brasil é mesmo um País de Palhaços, onde aqueles que andam à margem da lei são tidos como vítimas, enquanto aqueles que arriscam as suas vidas para proteger a sociedade ganhando misérias, são julgados como se bandidos fossem!!!!! Brasil, um País de Misérias!!!!!! G.S.R. de algum Lugar deste Brasil!!!

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