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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Bahia: violência durante greve da polícia já causou 93 mortes

O exército brasileiro assumiu o controlo do estado brasileiro da Bahia, depois de uma greve da polícia militar, que ainda dura, ter desencadeado uma onda de insegurança e violência na região, uma situação que causou a morte a 93 pessoas, assassinadas nas ruas.Artigo |6 Fevereiro, 2012 – 20:04Patrulhas do Exército percorrem agora as zonas turísticas, as consideradas de maior risco, uma vez que dentro de duas semanas são esperados milhares de turistas na cidade de Salvador para os festejos de Carnaval. Foto Haroldo Abrantes/EPA/LUSA
Uma vez que a polícia militar mantém a greve, declarada ilegal pelos tribunais, 2600 soldados foram já enviados para o estado brasileiro da Bahia, para que a segurança seja reposta. O Governo da Presidente Dilma Rousseff ordenou a intervenção do Exército depois de, no fim-de-semana, um grupo de polícias em greve ter conseguido ocupar parcialmente o edifício da Assembleia Legislativa. 
Quarenta elementos da tropa de elite brasileira, o Comando de Operações Tácticas da Polícia Federal, chegaram entretanto a Salvador com a missão de deterem 11 líderes policiais, alguns deles responsáveis sindicais que se encontram no interior da Assembleia Legislativa. Os familiares de muitos dos grevistas juntaram-se à concentração no exterior do edifício. Os soldados criaram um cordão de segurança em volta da Assembleia e tentaram dispersar os polícias concentrados no seu exterior. Porém, não conseguiram até agora desocupar o edifício.
O chefe do Exército, o general Enzo Martins, disse este domingo que o contingente será reforçado com mais 900 militares para um total de 3500 soldados, de acordo com a agência governamental Agência Brasil.
“Esta greve, na forma como está a ser conduzida, é inaceitável”, disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que visitou aquele estado no sábado, na companhia de responsáveis militares.
Os grevistas exigem um aumento de 50 por cento dos salários, melhores condições de trabalho e uma amnistia para todos aqueles que tomaram parte ativa no protesto que teve início no passado dia 31 de janeiro. Esta segunda-feira, os sindicatos anunciaram que a greve se manterá até que as reivindicações sejam satisfeitas.
A greve, segundo as autoridades, provocou um ressurgimento de assassinatos e assaltos, tendo-se registado um aumento da criminalidade de mais de 150 por cento, em relação a semanas anteriores. Em cinco dias, houve 93 assassinatos naquele estado, principalmente na capital, Salvador, e nas áreas vizinhas, de acordo com um relatório divulgado este domingo.
Patrulhas do Exército percorrem agora as zonas turísticas, as consideradas de maior risco, uma vez que dentro de duas semanas são esperados milhares de turistas na cidade para os festejos de Carnaval.

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