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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

TÉCNICAS DE EMPREGO DE LANTERNAS

Após termos selecionado a tipo mais apropriado, iremos verificar qual a melhor forma de segurarmos lanterna e arma ao mesmo tempo. Levaremos em conta o conceito tático do “terceiro olho”, em situação de confronto ou confronto iminente. Nessa técnica, o cano da arma acompanha a direção em que estamos olhando. Não adianta estarmos olhando para o lado direito e a arma estar apontada para frente. Se surgir um bandido armado do lado direito até pode reagir virando a arma acompanha os olhos. A lanterna passa a ser o “quarto olho”. Para o lado que estou olhando estão apontadas minha arma e minha lanterna.

POSIÇÃO FBI: Quando, na década de 50, começou-se a desenvolver técnicas para atirar com o uso de lanternas, a famosa Agência Federal norte-americana citada criou esse método, o qual consiste em segurar a lanterna acesa, ao lado do corpo, com o braço estendido na altura dos ombros. A razão disso seria evitar ser atingido se o bandido atirasse contra a fonte de luz. Contudo, o que acontece na realidade é que, por mais que afastemos a lanterna do corpo, nossa silhueta ainda estará iluminada. Além disso, com esse método antigo, perdemos o auxílio que a arma pode nos dar na pontaria.

TÉCNICA HARRIES: (Costas das mãos com costas das mãos). Antes de falarmos sobre esse método, é conveniente lembrar aos instrutores de Tiro que, quando forem ministrar instrução para seus alunos, mais importante é o homem aprender corretamente do que decorar o nome da técnica. É claro que neste, artigo, irei mencionar o nome da técnica em inglês, mas sempre devemos utilizar expressões em português para que o homem guarde mais fácil o que deve fazer. Nessa posição, o braço que segura à arma está estendido e o braço que segura à lanterna está semi-flexionado. As costas das mãos se apóia, uma na outra, procurando dar estabilidade ao conjunto. Não proporciona uma firmeza muito grande, principalmente quando dos disparos, mas é a mais apropriada para lanternas muito grandes ou compridas. Pode ocorrer da lanterna não ficar paralela ao cano da arma.

TÉCNICA AYOOB: (Mãos paralelas). Criada pelo Capitão da Polícia norte-americana Massad F. Ayoob consiste em segurar a lanterna com o braço estendido, estando o polegar em sua parte superior, apontando para frente torcendo-se levemente o pulso. Encosta-se a lanterna na outra mão que segura à arma, com o outro braço também estendido, tornando-se o cuidado de alinhar a lanterna com o cano da arma. Efetiva em distâncias curtas pode ser utilizada com lanternas de vários tamanhos ou forma de acionamento. É a posição mais fácil de fazer, mesmo em situação de grande estresse.

TÉCNICA CHAPMAN: (Mãos conjugadas). Desenvolvida por Ray Chapman, grande atirador estadunidense, esta é atualmente a posição mais empregada, embora dependa basicamente do tamanho da lanterna disponível. Segurasse a arma normalmente, em empunhadura dupla. O polegar e o indicador da mão de apoio ficam livres para segurar e acionar a lanterna a qual deve ser de pequenas dimensões enquanto os outros três dedos ajudam a apoiar a arma. Isso proporciona firmeza na empunhadura e automaticamente a lanterna alinha-se com o cano da arma, ficando a pouca distância do aparelho de pontaria, o qual poderá ser utilizado para um tiro semi-visado. As lanternas que possuem acionamento por botão na parte traseira são as mais indicadas para esta técnica.
Todas essas técnicas devem ser utilizadas segurando-se uma lanterna com uma das mãos e uma arma na outra. Mas e se for preciso usar uma das mãos para abrir uma porta, afastar uma pessoa ou para recarregar a arma? Para isso, algumas lanternas táticas vêm com um cordão que vai estar preso ao pulso do braço que segura à lanterna. Se precisar soltá-la, ela não irá cair no chão e poderá ser “recuperada” rapidamente.

Como tal solução resolve apenas parte do problema, algumas indústrias de armas estão levando tão a sério, a utilização de lanternas em combates em locais de baixa luminosidade que verificamos que, hoje, a maioria dos novos projetos de pistolas semi-automáticas incorpora um trilho onde pode ser rapidamente acoplada uma lanterna tática. Normalmente este trilho fica em baixo do cano, sendo composto por sulcos, nas laterais das armações de polímero, onde pode ser encaixada uma lanterna. Os novos modelos das pistolas GLOCK, em praticamente todos os calibres e versões, já apresentam tais trilhos. A nova Smith & Wesson SW99 também. As pistolas HK USP podem vir de fábrica já com uma UTL (Universal Tactical Light) para ser rapidamente encaixada no trilho da arma quando necessário. Essas lanternas possuem uma potência de 115 lumens. Podem ser utilizadas para outros fins quando não estão presas à arma. A SURE-FIRE possui suportes com lanternas táticas que podem ser adaptados a cada tipo de pistola, inclusive as Taurus.

Na técnica Chapman, se segura à arma em empunhadura dupla com o polegar e o indicador da mão de apoio livres para segurar e acionar a lanterna, a qual deve ser de pequenas dimensões, enquanto os outros três dedos ajudam a apoiar a arma, envolvendo a mão forte, dando maior firmeza à empunhadura e automaticamente alinhando a lanterna com o cano da arma.

Estes suportes geralmente são presos no guarda-mato da arma.

Se nas Armas Curtas já é difícil segurar a lanterna junto com a arma, nas Armas Longas é praticamente impossível. Assim, ou partimos para improvisações como prender a lanterna com fita crepe na espingarda ou na metralhadora, ou recorremos a conjuntos próprios para isso, como a do TAC STAR, que pode ser preso praticamente a qualquer arma, sendo a lanterna acionada por um interruptor, preso no guarda-mão. Ou ainda, às lanternas da já mencionada SURE-FIRE, as quais fazem parte integrante do guarda-mão que substituir o original.
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Fonte: Revista MAGNUM out/Nov 2001.