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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Agente admite ter participado em roubo de armas da Central de Escoltas em Neves

O agente penitenciário Marcos Antônio Rodrigues Oliveira Nogueira, 38, confessou ter drogado companheiros de trabalho para roubar armas da Central de Escoltas de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O servidor alegou que tomou o armamento de assalto para o vender e pagar uma dívida com um agiota que ameaçava a família dele.
Ele e outros três homens foram apresentados pela Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira, suspeitos de participarem do crime, cometido em 24 de março deste ano. Na ocasião, foram roubadas 45 armas de fogo, entre pistolas ponto 40 e submetralhadoras do mesmo calibre, além de 1.640 munições de vários calibres.
Além de Marcos Antônio Nogueira, a polícia apresentou o irmão do agente, Arthur Oliveira Rodrigues Nogueira, 23, que também admitiu participação no roubo, Washington Luiz Soares, 48, acusado de intermediar a venda das armas, e Wanderley Metzker, que comprou uma das pistolas ponto 40 roubadas. A polícia ainda procura por Sandro Bispo dos Santos, 35, pois a maior parte das armas desaparecidas estavam escondidas na casa dele.
Os investigadores conseguiram recuperar 33 pistolas ponto 40, todas as submetralhadoras e 1.508 munições. Cinco pistolas foram vendidas por cerca de R$ 4,5 mil e duas metralhadoras por cerca de R$ 10,5 mil cada.
Modus operandi
Segundo o delegado Bruno Wink, as investigações apontam que o agente penitenciário preparou uma salada de frutas e usou um medicamento calmante conhecido como Rivotril para dopar os outros servidores. "À noite, quando os demais colegas que realizavam a escolta dormiram, ele fez contato com o irmão, Arthur, que foi ao local e estacionou o veículo nas proximidades do imóvel da Central. O Marcos começou a retirar as armas e passar para o Arthu, que as levou para o carro. Depois, o Arthur foi para a casa do Sandro, onde armazenou a maior parte do armamento", explicou.
Depois, relata o investigador, os irmãos procuraram Washington Luiz Soares, que já os conhecia. "Ele ficou responsável por intermediar a venda dessas armas", diz. Wanderley Metzker foi um dos compradores. Com ele, os policiais encontraram uma pistola ponto 40 e de dez munições.
Conforme Wink, o inquérito permanece em andamento e a Polícia Civil faz outros levantamentos, mas a participação de qualquer outro agente penitenciário está descartada a princípio.
Os envolvidos responderão por roubo, posse de arma de fogo de uso restrito e, possivelmente, por formação de quadrilha, de acordo com o delegado.
Suspeitos
O agente penitenciário conta que cometeu o crime para pagar uma dívida de aproximadamente R$ 30 mil com um agiota que, segundo ele, ameaçava assassinar sua família. "Ele analisou a rotina dos meus familiares, tirou fotos e me pressionou. Esse ato impensado que cometi foi, simplesmente, para proteger a integridade física dos meus familiares. Ele me deu prazo de menos de duas semanas", disse. "Estou arrependido, mas vejo que minha família está bem", completou. O irmão, Arthur Rodrigues, argumenta que "não tinha outra saída".
Wanderley Metzker declarou ter mesmo adquirido a arma. "Só comprei para defesa, porque tenho um sítio", justificou. Washington Luiz Soares não quis se pronunciar.
Durante a apresentação dos suspeitos, Marcos Antônio Nogueira desmaiou e foi carregado por policiais até um local arejado, onde voltou a ficar acordado.
Confira a reportagem de Oswaldo Diniz
Fonte: Rádio Itatiaia

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