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terça-feira, 13 de maio de 2014

Celular com aplicativo especial já ajuda mulheres agredidas na Paraíba

Celular com aplicativo especial já ajuda mulheres agredidas na Paraíba
TECNOLOGIA
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Duas mulheres em João Pessoa já estão com aparelhos do projeto piloto.
Ao apertar botão vermelho, sinal é recebido pelo Ciop que aciona viaturas.

Duas mulheres que denunciaram sofrer violência doméstica em João Pessoa estão usando um aparelho celular com o aplicativo ‘SOS Mulher’, que aciona um pedido de ajuda em situações de nova agressão. Ao ser acionado, o aplicativo envia um sinal para que o Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop) designe a viatura policial mais próxima para verificar a ocorrência. Cinquenta aparelhos foram disponibilizados pela Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana para que sejam emprestados às mulheres em situação de risco.
O projeto-piloto está sendo implantado na capital e em Campina Grande, as duas cidades que contam com Delegacia da Mulher e Juizado Especial de Violência contra a Mulher, especializado no julgamento de casos de violência doméstica.
Para receber o aparelho com o aplicativo, segundo a secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares, a vítima precisa ter prestado queixa na delegacia e ter sido avaliada pela rede de atenção às mulheres vítimas de violência, que avaliam se há risco de nova agressão.
Gilberta Soares citou que o aparelho com o aplicativo ‘S.O.S Mulher’ se soma aos atendimentos psicossocial, acompanhamento jurídico e casa abrigo. “Há uma avaliação e, se constatado que a mulher está correndo risco de novas agressões, ela recebe emprestado o aparelho que pode ser acionado ao se sentir ameaçada pelo agressor”, afirmou.
O projeto piloto integra o Programa Mulher Protegida e S.O.S Mulher, desenvolvido pelo governo do Estado com o apoio do Tribunal de Justiça (TJ). Ao apertar o botão do aplicativo, a mulher aciona a Polícia Militar, por meio do Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop), e a Delegacia da Mulher.
A medida protetiva foi formalizada na segunda-feira (5) pelo governo do estado e o TJ. O dispositivo foi apresentado pela delegada da Mulher, Maysa Félix. “Quando a vítima acionar o botão vermelho, imediatamente é enviado um sinal para a CIOP e para a Central, que determina que a viatura mais próxima se dirija ao local em que a vítima se encontra. A localidade é identificada por meio de GPS ”, explicou.
Treinamento de PMs
A ocorrência gerada a partir do acionamento do dispositivo pelas mulheres que portam o aparelho celular emprestado será considera de extrema urgência e para isso a Secretaria de Estado da Mulher e Diversidade Humana promete treinar todos os policiais militares que atuam em João Pessoa e Campina Grande nas viaturas. Apenas na região atendida pelo 5º Batalhão de Polícia Militar (5º BPM), no Valentina Figueiredo, a Secretaria da Mulher capacitou 55 policiais entre tenentes e outros oficiais.
Gilberta Soares explicou que a capacitação dos oficiais que são os responsáveis pela equipe ajudará na agilidade de resposta e abordagem a cada ocorrência. “Nós estamos envolvendo os policiais que vão ser acionados pelo Ciop durante a ocorrência. Estamos implantando um protocolo de trabalho em que essas ocorrências serão prioritárias e os policiais estão sendo capacitados e envolvidos para contribuir com toda essa rede de atenção à mulher”, reforçou.
Para facilitar, o Ciop e as viaturas terão acesso à lista de mulheres com o aparelho e a região em que elas moram para facilitar a localização. No entanto, o dispositivo conta com sinal de GPS que orientará os policiais no atendimento à ocorrência. “Essas equipes terão a lista com o registro de mulheres com o dispositivo na região, o que vai facilitar quando o Ciop acionar uma viatura para atender o chamado da mulher que se sentir ameaçada”, enfatizou.
Do G1/PB