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terça-feira, 17 de junho de 2014

Nosso posicionamento na vida, Hugo Lapa

Um pai estava andando na rua com o filho de 15 anos. O filho reclamava que, na escola, diariamente era zoado pelos outros meninos, sofrendo o que hoje em dia é chamado de bullying. Ele reclamava disso e dizia que estava cada vez mais difícil estudar na escola, e que o rendimento escolar não estava bom.

O pai desejava aconselhar o filho de alguma forma, mas não encontrava as palavras exatas para transmitir um ensinamento a esse respeito.

De repente, um carro se chocou violentamente com o outro carro num cruzamento. Os pedestres tomaram um grande susto, e todos olharam para os dois carros para verificar o que havia ocorrido com os motoristas.

O motorista de um dos carros saiu do veículo ileso, mas o veículo estava totalmente esmagado pela batida. O motorista disse: “Ai meu Deus, que droga! Que inferno de vida! Perdi meu carro nessa batida!”

O motorista do outro carro, também esmagado pela batida, abriu a porta do carro e disse “Ufa! Agradeço muito nesse momento, pois sobrevive a um acidente fatal.”

O pai, então, virou-se para o filho e disse:

- Filho, eu acho que podemos tirar uma lição daqui. Você observou o comportamento dos dois motoristas. Eles tiveram praticamente a mesma perda material. O primeiro reclamou da vida pelos estragos do carro. O segundo agradeceu por ter conseguido sobreviver e estar vivo. Ambos experimentaram a mesma situação, mas a reação foi diferente.

Sabendo disso, o que acontece com você, na escola, tem 80% a ver com a forma como você reage a situação, e não a situação por si mesma. Portanto, não são os acontecimentos da vida que nos oprimem. O que faz a maior diferença é a forma como nos posicionamos diante do que nos ocorre. O nosso sofrimento é decorrente, em sua maior parte, a maneira como encaramos o que nos acomete, e não ao fato em si mesmo.