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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Nova tecnologia para reprimir manifestações já é comercializada e preocupa especialistas



Um drone (pequena aeronave não tripulada controlada remotamente) foi projetado pela empresa sul africana Desert Wolf, para reprimir  e conter manifestações sem a necessidade da ação física de agentes de segurança, resguardando assim a saúde e vida dos policiais, que não precisarão ir até o local, sendo apenas necessário a manipulação do drone remotamente, que é equipado com quatro dispositivos do tipo usado em armas de paintball, cada um com capacidade para disparar até 20 balas por segundo. O drone pode carregar até 4 mil balas e tem alto-falante para transmitir mensagens de advertência aos manifestantes e a multidão. A munição é composta de balas contendo spray de pimenta ou tinta (paintball) ou ainda balas de festim (plástico).

O dispositivo já está sendo comercializado e uma empresa mineradora da África foi a primeira a comprar os drones. Cerca de 25 unidades foram vendidas para a mineradora.

A utilização do tal drone para reprimir manifestações é alvo de duras críticas, como é o caso do presidente do grupo ativista Comitê Internacional para Controle de Armas Robóticas, Noel Sharkey, que disse ser uma grande brecha para o cometimento de abusos, o uso deste dispositivo na contenção de manifestações. “Disparar balas de festim de drones pode causar sérias lesões e até eventualmente matar. Usar spray de pimenta contra manifestantes é uma forma de abuso de autoridade e não deveria ser permitido”, acrescentou Sharkey.

“Precisamos urgentemente de uma investigação da comunidade internacional antes que esses drones sejam usados amplamente”, conclui Noel Sharkey. (Com informações de Epoch Times)