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quinta-feira, 5 de junho de 2014

O desabafo de um viciado

Durante a pesquisa que realizei para embasar meu livro “Educando com amor e responsabilidade” que foi lançado em maio/2007 localizei um texto fabuloso onde um jovem viciado, já em estado terminal, faz um desabafo aos pais:

"Não me dê tudo o que te peço. Às vezes peço apenas para saber qual é o máximo que posso obter.

Não grite comigo. Respeito-te menos quando faz isso e assim você me ensina a gritar também.

Não me dê sempre ordens. Se em vez de dar ordens, às vezes me pedisse as coisas com um sorriso, eu faria tudo muito mais depressa e com gosto.

Cumpre as promessas, boas ou más. Se me prometeres um prêmio, dê-o; mas faz o mesmo se for um castigo.

Não me compares com ninguém. Se me fizer sentir melhor que os outros, alguém irá sofrer; e se me fizer sentir pior que os outros, serei eu a sofrer.

Não mude tão freqüentemente de opinião acerca daquilo que devo fazer. Decida, e depois mantenha essa decisão.

Deixa-me desembaraçar sozinho. Se fizeres tudo por mim, eu nunca poderei aprender.

Trata-me com a mesma amabilidade e cordialidade com que trata os teus amigos.

Não me diga para fazer uma coisa que você não faz.

Quando te contar um problema meu, não me diga 'não tenho tempo para tolices'... Tenta compreender-me e ajudar-me.

E gosta de mim. E diga-me que gosta de mim. Agrada-me ouvir-te dizer isso, mesmo que você não ache necessário dizê-lo".

Dr. Jorge Lordello