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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Entre 30 cidades mais violentas, 11 são brasileiras

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No mês passado, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) divulgou relatório apontando que a região das Américas apresenta o maior número de homicídios no planeta. No ranking das 30 cidades mais violentas listadas no mesmo relatório, 11 são brasileiras.
A cidade de Maceió, capital do estado de Alagoas, é a quinta do mundo em número de homicídios a cada 100 mil habitantes. O Brasil integra o rol dos países mais violentos, juntamente com México, Nigéria e Congo, que registram de 20 a 30 homicídios para cada 100 mil habitantes.
No entanto, algumas atitudes podem ser tomadas para mudar isso. Mesmo que o resultado venha a longo prazo. Ressaltamos cinco soluções que precisam ser adotadas:
1- Desarmamento: isso é um caminho e tanto, mas não adianta apenas desarmar aqueles que agem dentro da legalidade se, atualmente, mais da metade dos 16 milhões de armas de fogo não registradas circulam pelo País.
2- Combater o tráfico de drogas de forma efetiva: no Brasil, isso é um verdadeiro gerador de violência. Contudo, políticas públicas, empenho da polícia e tomada de morros e “bocas” País afora não têm barrado o problema. A verdade é que, enquanto houver consumidor, haverá traficante, drogas, violência, desestruturação familiar, danos e mais mortes, muitas mortes.
3- Família: quando recuperamos um viciado, o devolvemos à sociedade, o trazemos de volta à família, à vida, ao trabalho, à dignidade e o excluímos dessa lamentável estatística. E a Universal tem batalhado neste sentido há mais de 30 anos. Dezenas de milhares de ex-viciados estão hoje atuantes na sociedade completamente libertos.
É preciso pensar em soluções concretas. Combater o tráfico é imprescindível mas livrar os usuários desse grande mal,e mostrar a eles o valor da família é bem mais proveitoso do que qualquer outra forma ou tentativa para mudar esse quadro.
4- Polícia: há muitas questões a serem respondidas a respeito da nossa “segurança” pública.
Você já parou para pensar na condição em que vivem os nossos policiais hoje em dia? Já parou para avaliar que a maioria deles é honesta, trabalhadora e íntegra, mas vive reclusa e acuada pela falta de condições impostas por nossos governantes? É muito fácil apontar o dedo para os maus exemplos da corporação, ou seja, os ‘bandidos escondidos atrás de uma farda’, e generalizar todo o grupo.
5- Mudança nas leis: a verdade é que o crescimento da criminalidade não diz respeito aos policiais – ou à falta de bons policias –, mas aos governantes e às leis arcaicas que sobrevivem até hoje. O cidadão comum, a população de bem, está descrente e poucos são os que ainda confiam no Judiciário; as leis favorecem apenas uma minoria e a criminalidade avança como um tufão, um jato, enquanto o Judiciário caminha a passos de tartaruga.
Uma sociedade segura é também uma sociedade justa. Não bastam apenas bons policiais, é preciso um olhar verdadeiro e generoso dos nossos governantes e, mais do que isso, boa vontade para mudar esse quadro caótico instalado.
A verdade é que a colaboração tem de vir de todos os lados, do cidadão aos governantes, porque, juntos, podemos chegar a lugares inimagináveis.
As 30 cidades mais violentas do mundo 
1) San Pedro Sula – Honduras
2) Caracas – Venezuela
3) Acapulco – México
4) Cali – Colômbia
5) Maceió – Brasil
6) Distrito Central – Honduras
7) Fortaleza – Brasil
8) Cidade da Guatemala – Guatemala
9) João Pessoa – Paraíba
10) Barquisimeto – Venezuela
11) Palmira – Colômbia
12) Natal – Brasil
13) Salvador – Brasil
14) Vitória – Brasil

15) São Luís – Brasil 
16) Culiacán – México
17) Guayana – Venezuela
18) Torreón – México
19) Kingston – Jamaica
20) Cidade do Cabo – África do Sul
21) Chihuahua – México
22) Victoria – México
23) Belém – Brasil
24) Detroit – Estados Unidos
25) Campina Grande – Brasil
26) Nova Orleans – Estados Unidos
27) San Salvador – El Salvador
28) Goiânia – Brasil
29) Cuiabá – Brasil

30) Nuevo Laredo – México