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sábado, 5 de julho de 2014

Por que meu filhinho está usando drogas?

Como os pais ficam sabendo que um filho está envolvido com drogas?
 Na maioria das vezes encontram vestígios de drogas em suas roupas ou escutam, sem querer, alguma conversa suspeita pelo telefone. 
Os pais podem ser alertados por amigos, vizinhos, professores e até telefonemas anônimos. O mais lamentável é quando tomam ciência do vício do filho pela polícia, pois ele foi detido e são chamados para comparecer à Delegacia, normalmente de madrugada. 
Aí surge a grande e vital questão: Por que meu filhinho está fazendo isso? Há muitas respostas. Apresentaremos aqui as principais e mais comuns: 
1) Dificuldade para alcançar metas
 2) Tédio; em virtude de não encontrar atividade que  entusiasme, que o faça comprometer-se com alguma coisa. 
3) Frustração ou desilusão.
 4) Impossibilidade de exprimir seu mal-estar à família, porque os pais são indiferentes ou porque se preocupam apenas com resultados específicos, como as notas no boletim escolar, por exemplo. 5) Porque sente falta do pai ou da mãe, com quem não convive ou convive pouco.  Amigo leitor, muitos pais ao tomar ciência, através de terceiros, que seus filhos estão tendo contato com drogas, costumam dizer que filho não vem com manual e que não há curso para ser pai ou mãe. Partindo do princípio que a palavra convence e o exemplo arrasta, os pais devem prestar muita atenção aos exemplos que proporcionam a seus filhos dentro de casa. Quem nunca viu um pai misturando vinho com água e dando para uma criança experimentar?
 E a espuminha da cerveja? 
Você nunca viu um pai encorajando o filho a provar?
 Atitudes como a automedicação e fumaça de cigarro, que faz da criança um fumante passivo, além de torná-la propensa ao vício, também não ajudam. Será que algum pai precisaria de um curso que lhe ensinasse que tudo isso é errado?
 Preste atenção na fábula do escravo Esopo: um menino pegou o lanche de um colega e o levou para sua mãe. Esta, em vez de ralhar com o filho, cumprimentou-o pela esperteza. Os dias se passaram e o garoto trouxe outros objetos surrupiados e a mãe achou engraçado. Quando adulto, o rapaz continuou a exercitar seus dotes criminosos, até que foi preso.
 A mãe foi chamada às pressas. O filho, no cárcere, disse que queria confiar-lhe um segredo. Quando ela se aproximou, o rapaz mordeu sua orelha e a rasgou com os dentes. A mãe esbravejou: "Já não bastaram os malfeitos que cometeste e ainda ultrajas quem te pôs no mundo!" O filho respondeu: "Se a senhora tivesse me dado uma surra no dia em que lhe dei uma bolacha furtada, eu não estaria a caminho da masmorra."  Não estou aqui defendendo correções agressivas aos filhos, mas alertando pais a respeito da possibilidade de prever situações de risco e de tomar rapidamente medidas de natureza preventiva.