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terça-feira, 7 de outubro de 2014

ES: MILITARES TÊM BAIXO DESEMPENHO NAS URNAS


Exceção do Capitão Assumção, que não foi eleito mas conquistou 36 mil votos, demais candidatos da categoria tiveram desempenho bem abaixo do esperado


Os policiais capixabas não tiveram um bom resultado nas urnas. Com um discurso marcado pela valorização do policial e pelo conservadorismo, os novos candidatos a deputados federais e estaduais da categoria não foram eleitos para o próximo ano.

Os únicos parlamentares para 2015 que já tiveram conexão com a instituição são os deputados reeleitos Da Vitória (PDT), Gilsinho Lopes (PR) e Euclério Sampaio (PDT). Apesar de já terem tido atuação na polícia, hoje eles não têm grande representatividade nessa categoria. Apenas Lopes ainda tem ligação com os policias e continuamente apresenta projetos ligados à segurança.

Existia uma grande expectativa em torno dos candidatos a deputado federal Capitão Assumção (PRB), cabo Flávio Gava (PR) e Coronel Ronalt Willian (PR). Assumção teve mais de 36 mil votos, mas não conseguiu se eleger; já Gava e Willian passaram longe de conquistar o eleitor: receberam, respectivamente, 6.988 e 4.493 votos.

Capitão Assumção, ex-deputado federal, fez várias aparições na mídia e teve destaque durante as manifestações dos bombeiros no final do ano passado. Esperava-se também que Gava conquistasse os votos da categoria, já que é presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar. Já o Coronel Ronalt Willian, ex comandante da Polícia Militar, tem um forte e polêmico discurso de endurecimento da atuação da policia. Apesar da popularidade entre a categoria, nenhum deles decolou.

Para os muito candidatos que abordaram em suas candidaturas temas como a redução da maioridade penal, a valorização da polícia e o endurecimento das leis penais, era esperado aproximadamente 150 mil votos vindos da categoria. Mas, devido ao grande número de postulantes ao pleito, os votos foram divididos e ninguém conseguiu o bastante para a eleição.

Essa derrota da categoria nas urnas pode ser explicada pela imagem negativa da instituição policial, com várias denuncias de truculência e abuso de poder, e o grande número de candidatos, que pulverizaram os votos.

O discurso policial tradicional e conservador, e a imagem desgastada da instituição, não conquistam a população, sinal de a humanização como caminho para a segurança pública ganha espaço.

SÉCULO DIÁRIO

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