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sábado, 18 de outubro de 2014

PM Gata Chama Atenção No Dia De Simulação E Leva Tiro No Peito

PM Emily no dia da simulação (esquerda) e no exercício da função 
(Foto: John Pacheco/G1, Cássio Albuquerque/G1)

A cabo da Polícia Militar Emily Monteiro, de 28 anos, diz que se sentiu famosa após participar da simulação feita pela corporação na manhã desta quarta-feira (15) na Praça da Bandeira, no Centro de Macapá. Na encenação, a militar foi assassinada pelo marido, que depois matou o suposto amante da mulher e em seguida se matou. O episódio assustou a população que passava pelo local. As mortes fictícias chegaram a ser veiculadas como verdadeiras por alguns órgãos de imprensa.
Trio de policiais que participou da simulação no Centro de Macapá (Foto: Cassio Albuquerque/G1)

"Algumas pessoas que se desesperaram e começaram a levantar hipóteses sobre o acontecido. Uma mulher, ao me ver jogada no chão, preferiu elogiar o meu sapato do que tentar prestar socorro. Mas, no fim, a reação das pessoas foi muito positiva. Quando foi anunciada a simulação fomos aplaudidos e todo mundo queria saber se estávamos bem. Eu me senti famosa porque depois do ocorrido muita gente quis tirar foto comigo", comemorou Emily.
Polícia Militar simulou morte de casal a tiros no
Centro da capital (Foto: John Pacheco/G1)

O trabalho de encenação fez parte de uma atividade do Curso de Formação de Cabos da PM para a disciplina valorização da prova e preservação do local do crime. Segundo o coordenador do curso, sargento Jayson Chagas, 45 militares estavam envolvidos na ação que foi planejada em duas semanas.

"Essa ação foi um trabalho em que eles tinham que montar um caso de homicídio envolvendo três pessoas e a tarefa era manter o local do crime preservado até a chegada dos órgão de segurança", disse o sargento.

Emily falou que a turma pensou em tudo, desde a maquiagem para simular o sangue até a forma em que ocorreriam essas mortes.

"Foi a primeira vez que realizamos uma atividade dessa natureza fora do comando da polícia. O objetivo era saber de que forma a população e a imprensa iria reagir ao fato", disse a cabo, que atua como PM há seis anos.

Segundo o sargento Jayson Chagas, antes da simulação, a equipe informou ao Centro Integrado de Operações em Defesa Social (Ciodes), que é responsável em atender às denúncias do 190, sobre o ocorrido. Mesmo assim, várias viaturas da polícia e do Corpo de Bombeiros chegaram até o local.

O autor dos homicídios na encenação, o cabo Almir Midões, disse que recebeu instruções práticas e psicológicas para realizar a ação, sem que a população percebesse que se tratava de ficção.
Homem traído teria matado mulher, amante e em
seguida praticado suicídio (Foto: John Pacheco/G1)

"As reações foram muito diferentes, desde gente que pedia socorro ou até mesmo de pessoas que disseram que eu não deveria ter feito isso e outras que me chamaram até de corno", contou o militar, que atua como PM há 12 anos.

O cabo Sandro Figueiredo, que interpretou o suposto amante da mulher, avaliou o trabalho de forma positiva e disse que o aprendizado servirá na atuação de futuras diligências.

"Somos preparados para enfrentar diversas situações em toda a cidade. Toda essa preparação foi para melhorar a qualidade do nosso trabalho", falou o cabo, que está desde 2004 na corporação.

O trio de policiais foi aprovado junto com outros 87 militares no curso de formação de cabos, realizado em 2008 pelo Comando da PM. A turma deverá se formar em novembro de 2014.
Simulação foi organizada pela turma de cabos da Polícia Militar do Amapá 
(Foto: Cassio Albuquerque/G1)

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