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domingo, 2 de novembro de 2014

A palavra convence, o exemplo arrasta

No mês passado estava almoçando com minha família em um restaurante e acabei presenciando uma cena lamentável e que serve de exemplo ao amigo leitor. Na mesa ao lado, sentou-se um casal acompanhado de três filhos com idades entre 6 a 10 anos. 
Logo que o garcon chegou o pai pediu rispidamente:"Traga-me logo uma cervejinha bem gelada". A esposa preferiu escolher um suco de laranja, mas o marido não concordou com tal pedido e disse:"Hoje voce tem que relaxar e nada melhor que uma cervejinha".
 A mulher não quis contrariar o esposo e pediu mais um copo. 
O filho mais velho em dado momento avança no copo de cerveja da mãe e esta fica brava, dando uma branca no garoto:" Eu já te ensinei que você não pode beber cerveja". 
 E o filho retruca:"Mas o papai as vezes deixa eu experimentar".
 A genitora olha para o maridao com olhar de recriminação e ele brada:"Pare de pegar no meu pé, deixa ele  provar apenas  a espuminha da cerveja. 
Não tem nada de mal nisso". 
O exemplo que trago a baila, parece  banal, mas não é. A primordial função dos pais é dar  bons exemplos aos filhos, principalmente nos primeiros anos de vida .
 Ocorre  que muitos deles, não possuem bagagem de informação necessária para dar um boa orientação e com isso cometem pequenos erros grotescos que influenciarão negativamente na formação dos filhos num  futuro  próximo. Tenho ministrado pelo Brasil um curso ,que tem tido muito sucesso em titulado "Como Manter seu Filho Longe das Drogas", mostrando aos pais como criar um ambiente linguístico favorável para que seu filho opte por atividades saudáveis e não por usar drogas.
Esse treinamento dura cerca de 4 horas onde fornecemos uma serie de dicas, orientações e técnicas avançadas de comunicação com jovens com o intuito de  gerar confiança e amizade na relação pais e filhos. Em determinada parte do curso oriento os participantes sobre o que dizer e como proceder quando for necessário administrar medicamentos aos filhos.Essas regras foram ensinadas pelo Prof..José Elias de Murad, especialista no tema Drogas e tenho a plena certeza que o amigo leitor esta curioso para saber:

"1)Em casa, qualquer medicação deve ser controlada. Não estimule seu jovem filho a automedicação e conserve os medicamentos longe do acesso das crianças 
2)De você mesmo a medicação, de modo que ele a tome em sua presença. Nunca deixe frascos de remédios no quarto das crianças e permanece sempre dentro da dosagem recomendada pelo medico. 
3) Não atribua a baba a função de dar medicamentos as crianças 
4) Procure  não enfatizar gosto agradável de certos medicamentos.Ensine a criança desde cedo, a compreender que a medicação é necessária para aliviar um mal- estar , a dor ou curar certas doenças e não uma experiência gostosa como comer uma barra de chocolate 
5) Faca um exame de consciência de seu próprio comportamento diante da criança. Por exemplo: Você toma muitos remédios e com muita freqüência? Você próprio depende de alguma droga(pílula para dormir, tranquilizantes etc )? 

Você vive dizendo como se sente melhor após tomar essas drogas? Quando você fica nervoso ou zangado, deixa que seu filho o veja procurando ansiosamente seu comprimido de tranquilizante ou copo de cerveja? Se você procede assim procure mudar sua atitude e comportamento. Mostre a seu filho que você é capaz de resistir a um certo estado de desconforto ou distúrbio emocional, sem ser necessário recorrer ao uso de drogas. Acima de tudo, tente fervorosamente dar bons exemplos, através de um modo de vida que desestimule o abuso de medicamentos. 

Encoraje seu filho  a apreciar as coisas boas  da vida, procurando experiências validas e gratificantes. Alias , ele fará isso mais facilmente ,se notar que os pais se amam e desfrutam de uma vida sadia, sem estar apelando para o estimulo químico artificial".

Dr. Jorge Lordello

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