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sábado, 8 de novembro de 2014

Governo vai ampliar blitze da Lei Seca com agentes à paisana

BLITZ DA LEI SECA NA RUA BARBARA HELIODORA NO BAIRRO LOURDES
Fiscalização. Capital tem, em média, quatro pontos diários de blitze tradicionais da Lei Seca nas ruas
PUBLICADO EM 08/11/14 - 04h00
O governo de Minas informou que irá ampliar as blitze itinerantes da Lei Seca. Realizadas com o auxílio de agentes descaracterizados, que vigiam motoristas em bares e informam policiais fardados, as operações já foram realizadas duas vezes em Belo Horizonte. A decisão de estender o alcance das blitze se deve à boa avaliação do Executivo de seus resultados. Realizada no mesmo dia em que outras operações comuns, ela flagrou quatro vezes mais condutores embriagados que a blitz tradicional.


Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), as abordagens com agentes descaracterizados aconteceram nos últimos dias 17 e 23, nos bairros Prado, na região Oeste, e Anchieta, na Centro-Sul. Nelas, a cada 7,9 veículos abordados, um condutor foi autuado. No caso das operações comuns da Lei Seca realizadas nos mesmos dias, um motorista foi punido a cada 31,6 abordagens. A itinerante foi então quatro vezes mais eficaz.

“Esses números revelam uma eficiência muito superior, e por isso as blitze itinerantes serão ampliadas. Nosso objetivo não é fazer terrorismo, e sim conscientizar”, explicou o secretário adjunto de Defesa Social, Robson Lucas Silva. A intenção inicial é que ela ocorra duas vezes por semana. Não há data para início.

Números. A primeira operação ocorreu em uma sexta-feira, no Prado. A outra foi em uma quinta-feira, no Anchieta. Nas duas ocasiões, foram 103 abordagens e 13 punições. Em outras operações pela cidade (o Estado não informou o número), foram 475 abordagens e 15 punições.

“Queremos criar a aura de onipresença policial. Precisamos atingir a atitude do condutor. Nessas duas ações constatamos pessoas ligando para alguém buscar o automóvel ou voltando para casa de táxi”, observou o diretor do Detran-MG, Anderson Alcântara Silva Melo.

Para o consultor de trânsito Silvestre Andrade, o fiscal à paisana tem mais liberdade para trabalhar. “Dessa forma não é necessário parar mais pessoas para encontrar quem está dirigindo embriagado. O objetivo não é multar, mas conscientizar”.
Legislação
Penas
. O condutor embriagado enfrenta processo administrativo, pode ter suspenso o direito de dirigir por 12 meses e pagar multa de R$ 1.915,40. O veículo pode ficar apreendido por 30 dias.
Flash I
No total, cinco perfis da rede social Twitter que informam locais de blitze na capital possuem mais de 147 mil seguidores. Um deles afirma que a blitz de Lei Seca “atrapalha o trânsito e fere o direito de ir e vir.
Flash II
Em 2013, 1.230 pessoas – 93% delas homens – foram presas na capital com sintomas de embriaguez, por blitze da Lei Seca e em ocorrências isoladas, segundo o Detran-MG.

Mudança na lei fixou pena mais efetiva

As alterações que incorporaram ao Código de Trânsito Brasileiro novas penas e punições para infrações completam uma semana hoje. As modificações foram aprovadas em maio pela presidente Dilma Rousseff.
Uma nova redação para embriaguez ao volante e dirigir sob a influência de outras substâncias foi feita para garantir uma punição mais efetiva. O termo ‘detenção’ foi substituído pela “reclusão de dois a quatro anos” para o motorista infrator. Com isso, não há margem para múltiplas interpretações dos juízes.
fonte jornal o tempo

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