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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Tem juiz que pensa que é Deus

A agente de trânsito do estado do Rio de Janeiro, Luciana Tamburini, em blitz realizada em 2011 no Leblon, mandou parar um carro sem as placas e pediu ao condutor a carteira de habilitação e o documento do veículo.
O condutor não portava nenhum dos dois documentos, mas puxou a carteira, identificando-se como o juiz estadual João Correa: a famosa carteirada.
Luciana, como determina a lei, apreendeu o carro e autuou o juiz, que protestou, dando-lhe ordem de prisão. Luciana retrucou que ele era “juiz, mas não Deus”.
O magistrado sentiu-se ofendido pela agente e pleiteou indenização por danos morais, o que foi deferido pela Justiça carioca, em primeira instância.
Luciana recorreu e o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJE-RJ) manteve ontem (3) a condenação que a obriga a pagar R$ 5 mil a João Corrêa porque disse a ele que “ele não era Deus”.
No acórdão, o TJE-RJ lavrou que Luciana praticou abuso de poder e ofendeu o réu e "a função que ele representa para a sociedade".
É o maior flagrante de cooperativismo que eu tenho notícia. Será que o juiz Corrêa acha, mesmo, que ele, além de juiz, é Deus?

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