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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Nota de repúdio ao programa Profissão repórter do dia 24/02/2015

Gostaria de, hoje, fazer uso desta minha ferramenta de comunicação, que atinge – direta e indiretamente- milhares  de pessoas, para falar sobre a reportagem que foi ao ar no programa Profissão Repórter, da TV Globo. 24/02/2015

Haverá consequências para a Segurança Pública de nosso País decorrentes da veiculação de reportagens que exponham apenas a violência policial.
Vou explicar!
Em todas as profissões, e em qualquer parte do mundo – não é uma exclusividade brasileira-, existem os bons e maus profissionais. Este tipo de matéria fomenta a oposição da sociedade em relação à toda ação policial e leva ao desrespeito generalizado pela profissão. As consequências disso são inúmeras, como, por exemplo, a descredibilização da policia perante os jovens e adolescente, que deixam de tê-la como exemplo, se opondo à sua autoridade e famílias que fazem oposição ao ingresso de seus membros na instituição, aumentando sensivelmente o número de crimes.
Não venho, por meio desta publicação, defender a violência policial, nem compactuar com os maus policiais. Assim também têm se posicionado os bons profissionais da Segurança Pública, os quais preconizam a punição – tanto pelas corregedorias, como também pela justiça - dos que ferem a honra da profissão. É preciso separar o joio do trigo!
Por que não levar os aspectos supracitados em consideração na confecção da reportagem e, além de mencionar a violência e os aspectos negativos - pois esta denúncia também possibilita a mudança -, evidenciar também o lado positivo? Ou então, me pergunto: será que estão preparando um programa inteiro que só mostre ações heroicas da policia e as dificuldades de ser policial no Brasil?
Se divulgamos SÓ o caos, mais o caos se estabelece. A sociedade precisa gostar de consumir matérias televisivas que também mostrem o lado positivo e heroico da polícia. Pensem sobre isso!
Portanto, em nome da grande maioria de policiais, que nos dão orgulho, fica aqui o meu desabafo e a preocupação com as conseqüências advindas desta reportagem.

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