Destaques

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Polícia dos EUA quer que Waze remova alertas de blitz

waze







O Waze é um serviço de navegação pra lá de útil, e um dos poucos adquiridos pelo Google que a empresa não exterminou a fim de absorver seus recursos. Entre as informações de trânsito que ele fornece está uma controversa, a presença de blitz policiais.
Convenhamos, as autoridades nunca estiveram à vontade com serviços online que informam onde policiais estão atuando para evitar que espertinhos escapem das batidas, basta lembrar das contas do Twitter que só davam esse tipo de informação. Já nos Estados Unidos a preocupação é com a segurança dos POLICIAIS, e o Google pode acabar tendo que se adequar a isso.
Várias autoridades policiais, principalmente de Nova Iorque estão tentando relacionar o crescente número de atentados contra policiais que o NYPD está enfrentando com os dados fornecidos pelo Waze e apps similares. A acusação é que o serviço do Google montou involuntariamente um serviço de “stalker de tiras”, dando para bandidos sua localização exata e facilitando os ataques O xerife de Bedford County, Virgínia Mike Brown foi direto:
A comunidade policial precisa coordenar um esforço a fim de convencer o Google — dono do app — a agir de forma responsável, removendo este feature de seu app antes mesmo de qualquer ação legal.”
Basicamente a polícia dos EUA está culpando o Google pelos ataques que policiais estão sofrendo por lá, mesmo que não haja nenhuma prova que o Waze tenha sido usado de tal forma. É uma possibilidade? Sim, sem dúvida, mas não há nenhuma confirmação, tudo ainda está no campo das especulações.
A porta-voz do Waze Julie Mossler não deixou essa passar: através de e-mail ela disse que o app trabalha em conjunto com o NYPD e fornece dados de segurança ao departamento, porque “a maioria dos usuários tende a dirigir com mais cuidado quando sabe que há policiais por perto” (…) “Esse relacionamento ajuda no atendimento a emergências e a aliviar o tráfego, bem como mantém os cidadãos seguros”. Comunidades de direitos civis também são contra a proposta, pois não concordam em remover um recurso útil que é alimentado pelos próprios usuários.
A questão é que tudo não passa de especulação vindo da polícia – novamente, não há nenhuma prova de que o Waze já foi usado como fonte para que bandidos ataquem tiras em serviço – e tendo isso em vista, muito dificilmente o Google vá ceder a tais exigências.

Fonte: AT.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui sua opinião acerca da publicação acima.