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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Abençoado seja o nosso tempo

O tempo que passamos no trabalho, na maioria das vezes, supera o tempo que fazemos coisas para nós mesmos, no sentido mais possessivo da palavra "nós". E aquela ideia de que "o tempo tá curto" se espelha na nossa cara frustrada por ter dedicado mais tempo às coisas nem tão nossas assim. 

Em certa frequência vem aquele arrependimento temporário pelo ato semanal de procrastinar a ida à academia ou às caminhadas. E é esse tipo de procrastinação que faz a gente ver os dias correrem e deixar as coisas para o ano que vem. Dizem que o medo é um grande ladrão. E é mesmo. Mas a procrastinação é uma ladra de minissaia e batom vermelho. Seduz que é uma beleza!

Conhece algum "teste" que faz parecer que o tempo realmente voou? Conheço um infalível: tenha em mente o projeto de voltar à academia, voltar a estudar, terminar algumas leituras que você sabe que vale a pena, ir mais à praia, etc. Faça uma lista. Elenque tudo no final do ano, tipo aquela lista enorme de livros que você costuma anotar, mas não consegue sequer ler cinco em um ano. Vá somando essa vontade com as 

responsabilidades diárias, que você vai encaixar rapidinho, sem notar (...) e adiando ali e acolá, você percebe que o ano já está acabando e acha que fez pouca coisa para você. Vixe... Levanta a cabeça! (...)

Projetos mentais vão surgindo e você já compreende mais que a cada dia de reclamação, é possível um passinho para a transformação. Entende que isso tudo é necessário e nesse caminhar contínuo as insatisfações aumentam, diminuem, aumentam, diminuem, aumentam... como num ciclo cansativo. E desse ciclo, o cansaço pode te impulsionar a fazer muitas coisas. E você pode até adiá-las por um tempo, mas esquecê-las: jamais!

Abençoado seja o nosso tempo (da escritora Rosita Rose)

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